Você procura o prazer ou foge da dor? | Eu & Nós

Você procura o prazer ou foge da dor?

Ah, tanto faz? Mais uma razão pra ler este artigo.

Por Marco Antonio Beck

mulher feliz

Quem tem vinte anos ou perto disso talvez não veja diferença entre uma coisa e outra porque nessa idade a vida é rápida mas não é urgente e depois eu penso nisso, cara!

Mas pra quem já passou por poucas e boas (poucas que na verdade são muitas e boas nem tão boas assim) a vida vai ganhando um tom avermelhado de angústia ou cinza de rendição e daí a pergunta aí de cima – e nossa resposta a ela – passa a ser importante. Dentre outras coisas porque vai determinar o tipo de tempero que a gente coloca na comida dos dias.

O que vai ser no tempo de vida que lhe resta, sinhô ou sinhá: uma pitada diária de venha a mim o prazer ou uma colherada cotidiana de deus me livre da dor?

Infelizmente, a maioria escolhe a colherada, em parte porque aprendeu que é preciso viver com seriedade e evitar o sofrimento parece seriíssimo, ao contrário dessa história de correr atrás do prazer. Como pode ser sério quem corre atrás do prazer? Prazer e seriedade não são antônimos, antinômicos, antípodas?

Devolvo a pergunta: como pode levar a vida a sério quem se devota ao desprazer?

Sim, porque não tem meio termo: ou você é fiel ao que te dá prazer na vida ou está se descontando em suaves prestações mensais, fazendo o que não gosta ou o que no fundo acha medíocre.

Então, buscar o prazer é, sim, levar a vida a sério. É respeitar-se, respeitar seus gostos, suas ideias, seus sentimentos, seu jeito de fazer as coisas, sua visão sobre Deus, a Dilma, a Seleção Brasileira ou pudim de ameixa. Não tem nada a ver com egoísmo, vaidade, prepotência. Alguém que sabe do que gosta e do que não gosta respeita seus limites e tende a respeitar o dos outros.

E o contrário também é verdade: quem não se respeita tende a desrespeitar os outros. Prepotentes acusam de prepotência quem os critica, egoístas chamam de egoísta quem não bate palma pra eles e vaidosos te chamam de vaidoso quando você olha pra si mesmo ao invés de admirá-los.

Então, já que sempre precisaremos temperar as próximas vinte e quatro horas que comeremos (e que também nos comerão), por que não avançar na direção da alegria ao invés de recuar diante dos nossos medos?

imagem: Ieva Klevina

SOBRE O AUTOR

Formado pela Sociedade Brasileira de Coaching (SBC) e pelo Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), o Marco é practitioner em Programação Neurolinguística (PNL) e Emotional Freedom Techniques (EFT). Certificado em Psicologia Positiva pela metodologia do professor Tal Ben-Shahar, de Harvard, é coautor do livro Saúde Emocional (Editora Ser+), colaborador do blog da Sociedade Brasileira de Coaching e colunista convidado do Obvious, o maior site colaborativo de cultura em língua portuguesa. Estudou psicologia junguiana, noética e pensamento sistêmico, além de trabalhar como ghost-writer – que é quem coloca em palavras as ideias de muitos autores que você lê. Criou junto com a Mariana o Eu & Nós, primeiro site brasileiro sobre Coaching de Relacionamento.

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4 Comentários

  • 24/2/2012 - 14:23 Carlos Afonso

    Uma porrada no figueredo!! Não é preciso muitas palavras pra dizer exatamente o que é preciso ser dito. Valeu Marcão! TU É O CARA!!!

    • 21/3/2012 - 16:43 Marco Antonio Beck

      Tuas palavras são ainda mais precisas e concisas ao falar do amor que nos guia e nos fez irmãos, Irmandade! Beijo na alma!

  • 28/2/2012 - 11:19 Gígio

    “Descontando-se em suaves prestações mensais.” Ouvi essa frase, pela primeira vez, lá pelo início dos meus vinte anos, em uma conversa pessoal contigo. A realidade dela continua “assustadora.” Tá mais do que na hora de rasgar todos estes carnês das Casas Bahia da existência.

    • 21/3/2012 - 16:42 Marco Antonio Beck

      Grande Gigio! O tempo passa pra todos mas as Casas Bahia continuam ávidas de nacos da nossa alma. Bem-aventurados os inadimplentes! Rs.

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