Quer chegar lá? Seja específico! | Eu & Nós

Quer chegar lá? Seja específico!

O problema das declarações genéricas é que, por melhores que sejam, elas não levam a lugar nenhum.

Por Marco Antonio Beck

 

uma lupa focando casas e uma rua

Eu quero um grande amor”, “eu quero muito dinheiro”, “eu quero ser feliz”.

Afora o pronome eu e o verbo quero, o que essas três declarações têm em comum?

Elas são genéricas.

Você quer um grande amor, mas o que é um grande amor pra você? É um parceiro com pegada? Um cavalheiro romântico (ou uma dama)? Um provedor? É seu primeiro namorado ou namorada? É alguém que partilha sua visão política ou literária?

Muito dinheiro são dez mil reais por mês? Vinte? Um milhão? O dobro do que você ganha hoje? O triplo? Uma bolada na loteria? O bastante pra viajar a Europa todo ano? É ter a vida da Val Marchiori?

E ser feliz? Ser feliz é valorizar suas qualidades? É não ver conflitos em casa? É saber que os filhos estão encaminhados na vida? É o fim das guerras? Seu time campeão? A volta de Jesus?

O problema das declarações genéricas é que, por melhores que sejam, elas são só isso mesmo: genéricas. Não levam a lugar nenhum.

Quer chegar lá? Então vou te apresentar o único cara que pode te ajudar:

o específico.

Sobre o amor, o específico perguntará a você como é a pessoa real que você quer – se ela gosta de acampar, se odeia comida chinesa, se torce pra outro time, se é de Capricórnio, se fantasia tanto quanto você na cama. É com uma pessoa específica que você vai namorar ou casar, não com um amor genérico.

O mesmo sobre grana. O específico vai indagar se você quer dez mil reais por mês ou trinta, mas também vai perguntar que passos você dará pra alcançar essa meta e em quanto tempo pretende alcançá-la. E perguntará se pra ganhar essa grana você está disposto, por exemplo, a encarar um trabalho que odeia ou se você quer os trinta mil desde que não venda a alma.

E se você disser que quer ser feliz, o específico vai querer saber que felicidade é essa e vai questionar: não assistir a conflitos garante que as pessoas em casa não vivam conflitadas sem demonstrar? E essas qualidades que você valoriza, quais são? Como você as coloca em prática na prática? Ver os filhos encaminhados na vida é uma alegria do tamanho do mundo, mas resume toda a sua felicidade ou você também quer algo feliz de você pra você mesmo? Já o fim das guerras ou a volta de Jesus ou seu time campeão podem ser coisas ótimas, mas não dependem de você e não é uma boa ideia colocar a felicidade na dependência do que não depende da gente, dirá o específico.

Experimente trocar suas declarações genéricas por específicas.

Não pra se sentir pressionado pelas metas e se angustiar com prazos e autocobranças, mas para que o específico leve você a agir para alcançar seus objetivos. Estabelecer metas ao invés de anunciar desejos é o que faz a gente tirar a bunda da cadeira ou a cabeça do travesseiro.

Tente: ao contrário do que você imagina, é gostoso (e recompensante!) ser prático!

imagem:  Gemma Bou

SOBRE O AUTOR

Formado pela Sociedade Brasileira de Coaching (SBC) e pelo Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), o Marco é practitioner em Programação Neurolinguística (PNL) e Emotional Freedom Techniques (EFT). Certificado em Psicologia Positiva pela metodologia do professor Tal Ben-Shahar, de Harvard, é coautor do livro Saúde Emocional (Editora Ser+), colaborador do blog da Sociedade Brasileira de Coaching e colunista convidado do Obvious, o maior site colaborativo de cultura em língua portuguesa. Estudou psicologia junguiana, noética e pensamento sistêmico, além de trabalhar como ghost-writer – que é quem coloca em palavras as ideias de muitos autores que você lê. Criou junto com a Mariana o Eu & Nós, primeiro site brasileiro sobre Coaching de Relacionamento.

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