Os quatro sentidos do sexo | Eu & Nós

Os quatro sentidos do sexo

Anônimo, transformado em paladar, tato, audição e olfato, a gente entra, coelho às avessas, na cartola escura do tesão.

Por Marco Antonio Beck

 

mulher dentro d'água

Sexo é igual a botar o coelho na cartola. E antes que você pense que estou chamando pau de coelho e buceta de cartola, esclareço que se trata de uma metáfora e não de uma analogia.

Sexo é igual a botar o coelho na cartola porque não é um número de mágica. Na verdade é o oposto disso:

o sexo é uma antimágica.

Numa época em que o respeitável público assiste, olho arregalado, a uma sucessão infindável de espetáculos – da guerra em HD ao sutiã de diamantes da Adriana Lima, passando pelo corrupto flagrado por uma câmera de camelô até o “galerolheuquinuiutube!” – não tem como não espetacularizar o sexo.

Perfumes, calcinhas com sabor, trejeitos de novela, Photoshop, ubbermodels, games eróticos, Caras e bocas… vale tudo pra aparecer sob os holofotes andywarholianos como ao meio-dia no Saara. Só existe um sentido: a visão. O que conta é ver.

Só que o sexo é feito de tocaias silenciosas e é mais noturno que o preto da asa da graúna, com uma eventualíssima concessão ao vermelho. Nele contam justamente os outros quatro sentidos. Cada um deles.

Anônimo, transformado em paladar, tato, audição e olfato, a gente entra, coelho às avessas, na cartola escura do tesão.

Não é uma deliciosa antimágica?

imagem: Aimanness

SOBRE O AUTOR

Formado pela Sociedade Brasileira de Coaching (SBC) e pelo Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), o Marco é practitioner em Programação Neurolinguística (PNL) e Emotional Freedom Techniques (EFT). Certificado em Psicologia Positiva pela metodologia do professor Tal Ben-Shahar, de Harvard, é coautor do livro Saúde Emocional (Editora Ser+), colaborador do blog da Sociedade Brasileira de Coaching e colunista convidado do Obvious, o maior site colaborativo de cultura em língua portuguesa. Estudou psicologia junguiana, noética e pensamento sistêmico, além de trabalhar como ghost-writer – que é quem coloca em palavras as ideias de muitos autores que você lê. Criou junto com a Mariana o Eu & Nós, primeiro site brasileiro sobre Coaching de Relacionamento.

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