O objeto não é a Gisele Bündchen, sou eu! | Eu & Nós

O objeto não é a Gisele Bündchen, sou eu!

Será que ninguém notou que o verdadeiro objeto nessa história é o marido?

Por Marco Antonio Beck

imagem com a frase be stupid

Feministas de todos os sexos ergueram punhos e barricadas contra os comerciais onde a Gisele Bündchen informa ao marido que bateu o carro, estourou o limite do cartão e a mãe vem morar com eles.

Como a Gi dá a notícia vestida e depois de calcinha-e-sutiã (respectivamente, do jeito errado e do jeito certo, diz o fabricante da lingerie), a campanha publicitária foi tachada de sexista porque os comerciais reforçariam a percepção que se tem da mulher como mero objeto sexual – tão mero que, no caso, o objeto não sabe dirigir, economizar e nem zelar pela privacidade do casal.

Embora eu entenda que os comerciais brincam com o preconceito mais do que o reforçam, também quero protestar.

Será que ninguém notou que o verdadeiro objeto nessa história é o marido?

Em nome do gênero masculino, eu protesto.

A Gisele pode ser muito anta por bater o carro, explodir o cartão e levar frau Bündchen pra morar com o casal tudo ao mesmo tempo, mas loiraburra mesmo é o marido que aceita a situação fazendo dãããã por causa duma lingerie.

Preconceito por preconceito, tão nada a ver quanto fazer da mulher um objeto que consegue as coisas por causa da calcinha e não da cabeça é fazer do homem o objeto do objeto, que deixa a cabeça de lado pra se render à calcinha. Se o comercial transforma a mulher num objeto, transforma o homem num paspalho.

Pô, viramos os tansos das tansas e ninguém diz nada! Pois eu resolvi dizer e tenho certeza que todos os meus amigos e três amigas concordam comigo!

Tá bem, duas amigas…

Imagem: Michiel020

SOBRE O AUTOR

Formado pela Sociedade Brasileira de Coaching (SBC) e pelo Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), o Marco é practitioner em Programação Neurolinguística (PNL) e Emotional Freedom Techniques (EFT). Certificado em Psicologia Positiva pela metodologia do professor Tal Ben-Shahar, de Harvard, é coautor do livro Saúde Emocional (Editora Ser+), colaborador do blog da Sociedade Brasileira de Coaching e colunista convidado do Obvious, o maior site colaborativo de cultura em língua portuguesa. Estudou psicologia junguiana, noética e pensamento sistêmico, além de trabalhar como ghost-writer – que é quem coloca em palavras as ideias de muitos autores que você lê. Criou junto com a Mariana o Eu & Nós, primeiro site brasileiro sobre Coaching de Relacionamento.

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2 Comentários

  • 25/10/2011 - 01:37 Rafael Rivas

    Tens meu apoio também!

    Quem disse que um corpo bonito, uma lingerie bem vestida, uma voz linda suplicando compreensão e um olhar inocente… putz!, qual era a conclusão desse raciocínio mesmo?!

  • 25/10/2011 - 13:05 Marco Antonio Beck

    Não se deixe distrair, caro Rafa. A conclusão era no sentido de que… de que…

    Ah, pois é! Rsrsrs.

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