Maldita Delair! | Eu & Nós

Maldita Delair!

Delair moveu-se si-nu-o-sa-men-te outra vez, feito a serpente do Éden, enquanto o Tinhoso sussurrava indecências no meu ouvido.

Por Justino, o humoralista

mulher de costas com um grande decote no vestido

Irmãos, para começar, em verdade vos digo que vivemos tempos de perdição, tal qual nos idos de Sodoma e Gomorra. Mais do que nunca é imperioso fortalecer-nos na penitência e na negação dos prazeres mundanos.

Noutra noite, madrugada alta, passei pelo quarto da empregada e a porta estava entreaberta. A TV ligada chamou-me a atenção. Espiei. Delair dormia. Trajava um shortinho – uma obscenidade. Na minha casa?!

No ímpeto de demiti-la naquele mesmo instante, entrei no quarto e a mão paralisou no ar a milímetros do ombro vergonhosamente desnudo. Não podia fazer aquilo! Minha amada esposa gostava da moça.

Quando Delair mexeu-se na cama, gelei.

Com o movimento, ela roçou a pele macia de seu ombro na ponta dos meus dedos e virou de bruços, revelando a bundinha o recavém. Gotículas de suor brotaram de minha testa.

Será que estava acordada? Que me provocava? Senti o fogo do inferno queimar entre minhas coxas. Anátema! Delair moveu-se si-nu-o-sa-men-te outra vez, feito a serpente do Éden, enquanto o Tinhoso sussurrava indecências no meu ouvido. Afastei a mão rapidamente. Quando ela ameaçou voltar-se, saí correndo.

Fui até a sala e me ajoelhei na frente da minha senhora, digo, de Nossa Senhora. Seu olhar pétreo parecia renegar-me por meus instintos. Sentia-me infame e envergonhado. Eu pecara! Só uma madrugada de vigília e penitência aliviaria o enorme peso de minha culpa!

O milho!

Fui até a cozinha. Abri o armário e contemplei o saquinho de grãos amarelos. Ajoelhado sobre eles, eu seria redimido.

Então percebi uma presença. Era Delair. A voz da perdição disse baixinho:

– O senhor quer que eu prepare a pipoca?

imagem: anniestoner99

SOBRE O AUTOR

Preclaros irmãos: estou entre os convidados mas não fui convidado e se fosse não aceitaria o convite! Na verdade penetrei... quer dizer, adentrei o site escondido e fi-lo porque qui-lo. E qui-lo porque acho um despautério sibilino essa conversa de descomplicar o amor, as relações e o SEX... sexo. Tal cousa não há! O que há, houve e haverá é a virtude sempiterna e a alcandorada beleza do sofrimento, pautada na negação dos prazeres fesceninos e na mortificação diuturna dos sentidos em prol do retilíneo proceder. Meu nome é Justino! (MARCO E MARIANA: NEM ADIANTA FALAR COM O PROGRAMADOR PRA ME TIRAR DAQUI PORQUE DAQUI NÃO SAIO, DAQUI NINGUÉM ME TIRA! ANÁTEMA!)

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